domingo, 30 de dezembro de 2007

presente de marcelo


é bom ser lembrado...

tão bom ganhar flores!

recebi hoje de uma amiga...

Relíquias,coelhas e verdureiro - Cleise Campos

Existe um verdureiro que percorre diariamente um longo trajeto com seu carrinho de mão em minha cidade: impecavelmente ornado das melhores e mais vistosas verduras, hortaliças e legumes,ele anda por vários bairros,numa repetição esperada por muitos,junto com sua saudação entusiasmada,imprimindo marca registrada pelas ruas onde passa. Seu passeio diário de anos, rende um dos mais valiosos conceitos que vivenciamos na cultura,muitas vezes sem nos darmos conta: a tradição. E como distinguir a tradição ( objeto e /ou atitude a ser mantido a bem da identidade e memória ) de velharias,de entulhos a serem despachados,deletados ou mesmo engavetados??Até onde as relíquias do passado ( este estado do tempo que em muitas ocasiões não reconhece seu lugar e está sempre no presente ) pesam nas prateleiras da memória?O que deve ser cuidadosamente preservado?Quais relíquias merecem privilegiado lugar no museu de nós? E este museu ,como seria?Vivo ou daqueles que juntam poeira?

" A condição de ser é ter sido " ( F. Braudel ) Conciliar estes estados do tempo,passado e presente,é praticar o exercício do equilíbrio constante,amenizando as tensões entre um e outro tempo,até porque o passado( ainda que glorioso) não pode nunca ser resgatado e o esforço de reconstituí-lo,passa por filtros e peneiras de nosso interior,de nosso olhar,ou mesmo do coração ( as fotos,as músicas,os cheiros,os escritos, os objetos,as relações...) que queremos ou não manter no tempo presente. É este equilíbrio - exercício, que traz a possibilidade de futuro, o tom do futuro. O tempo do verbo!

Pensando e trazendo as relíquias deste 2007,com a soma dos anos anteriores,nos propomos a inaugurar um novo tempo:ainda que a mudança na folha do calendário emplaque a chegada de um ano novo, o novo se efetiva dentro de nós,com a experimentação e as vivencias das tantas relíquias que trazemos em nós ( de nós) e o novo,o desejo do novo,se consuma na teia,na rede que vai cerzindo os pontos,do passado,do presente,do futuro. E uma rede se faz com muitas mãos.

Anastácia era uma coelha linda: comia cenouras com a classe de uma dama e deitada no meio do verde, entre folhas que lhe serviam de aposentos,ficava majestosamente tranqüila. Hoje é uma relíquia querida na lembrança de uns poucos que lhe renderam homenagens e cuidados. Para outros,apenas mais uma coelha... Um 2008 culturalmente cheio de luz e energia!





* Cleise Campos

Subsecretária Municipal de Cultura de São Gonçalo / PMSG
Direção Comissão Estadual dos Gestores Públicos de Cultura RJ - COMCULTURA

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

mudanças .. pra 2008!


Oração do tempo – Caetano Veloso

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo
Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que eu te digo
Tempo tempo tempo tempo
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definitivo
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo
O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo

amizade!


isto é amizade incondicional!
quem resiste a este olhar? ...

Gentileza

Gentileza - Marisa Monte

"Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza
A palavra no muro ficou coberta de tinta
Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza
só ficou no muro
tristeza e tinta fresca
Nós que passamos apressados pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras e as palavras de Gentileza
Por isso eu pergunto a você no mundo
se é mais inteligente o livro ou a sabedoria
O mundo é uma escola, a vida é o circo
Amor, palavra que liberta
já dizia o Profeta
Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
tristeza e tinta fresca"


Pra mim, é uma história que deve ser sempre contada nas escolas...

http://www.youtube.com/watch?v=VKnVAZHehV0

sábado, 15 de dezembro de 2007

Velhas árvores

Olavo Bilac

Olha estas velhas árvores, — mais belas,
Do que as árvores mais moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas . . .

O homem, a fera e o inseto à sombra delas
Vivem livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E alegria das aves tagarelas . . .

Não choremos jamais a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,

Na glória da alegria e da bondade
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

sábado, 1 de dezembro de 2007

"búzios"


praia rasa...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

amo esta música...




Ainda Bem
Vanessa Da Mata



Ainda bem
Que você vive comigo
Porque se não
Como seria essa vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto de amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não daria
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

"solidão"



Paulinho Moska - A Idade do Céu

Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu

Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol

No jardim do céu
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu

"prece"

Tenho fé que tudo vai dar certo....





Always Be In My Prayers by ~anneallard2006 on deviantART

domingo, 25 de novembro de 2007

hoje foi domingo


...um domingo de reflexão...
eh... e ta chegando ao fim...